Pulsação convulsa
Meu corpo
possui o sagrado ancestral
a íntima pulsação que desbota
do antigo convulso coração
Meu corpo rebela-se
aos apelos que flutuam
em minha mente
Um pouco chama
um pouco só água fervente
Meu corpo
carne acima
de músculos e ossos
náufrago de abraços
submerso em seiva encarnada
Leito solitário
que desperta e perambula
em mares não explorados
Meu corpo subjugado
pelo tempo inclemente
não perde a voz
nem as horas
que marcam as dores
as certeza invisíveis
como coloridos astros
em infinito caminhar
Entretanto
meu corpo desnudo desembrulha
minha fome de paixão
Secretamente
abro minhas pálpebras enluaradas
Marcia Barroca
do livro desembrulhando o tempo
Pathernon - 2018
o rio com seus mistérios molha meu cio em silêncio desejo o que nos separa a boca em quantos minutos a língua solta na fala
segunda-feira, 6 de março de 2023
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